A Suíça sempre esteve na nossa lista de viagens de sonho. No entanto, por alguma razão, acabava sempre por ficar para segundo plano. Sempre que chegava a altura de marcar férias, surgia outro destino que parecia fazer mais sentido naquele momento e a Suíça voltava a ficar em espera.
Até que, no último Natal, a Margarida decidiu acabar com essa espera e ofereceu-me uma viagem à Suíça. Uns meses depois, estávamos finalmente a aterrar naquele que era um dos países que há mais tempo sonhávamos conhecer.

Ao longo de duas semanas percorremos diferentes regiões do país, atravessámos alguns dos cenários mais impressionantes que já vimos, fizemos trilhos inesquecíveis, subimos a montanhas e descobrimos pequenas aldeias que parecem saídas de um postal. Cada cantão tem uma personalidade muito própria e isso tornou a viagem ainda mais especial. Depois desta viagem, podemos dizer-te, sem qualquer dúvida, que a Suíça entrou diretamente para o topo dos países mais bonitos que já visitámos em todo o mundo.
Neste guia vamos partilhar contigo o nosso roteiro de 10 dias pela Suíça, baseado na nossa experiência, com todas as dicas que gostaríamos de ter sabido antes de viajar. Vais encontrar sugestões sobre o que fazer na Suíça, os locais que mais nos surpreenderam, quanto custa a viagem, onde ficar e várias recomendações para aproveitares ao máximo cada dia.
Quando visitar a Suíça?
A resposta depende muito da experiência que procuras viver. A Suíça é um destino que muda completamente ao longo do ano e cada estação oferece paisagens, atividades e ambientes completamente diferentes.

Nós visitámos a Suíça durante duas semanas, entre o início e meados de Junho, e a experiência não podia ter corrido melhor. Apesar de Junho ser considerado um dos meses mais chuvosos em várias regiões do país, tivemos bastante sorte com o tempo. Ainda assim, há uma coisa que aprendemos logo nos primeiros dias: na Suíça nunca se pode confiar totalmente na previsão do tempo.
Especialmente nas montanhas, o cenário pode mudar em poucos minutos. É perfeitamente normal começares um trilho com sol e céu azul e, meia hora depois, veres as nuvens a entrar rapidamente, a temperatura a descer e a chuva a aparecer quase sem aviso. Por isso, independentemente da época do ano, recomendamos sempre levar um impermeável leve ou um corta-vento na mochila.
🌸 Primavera
Se gostas de natureza, cascatas e paisagens muito verdes, esta é uma excelente altura para viajar. As temperaturas começam a subir, há menos turistas e muitos dos vales ficam especialmente bonitos. No entanto, é também uma época em que o tempo pode ser mais instável e alguns trilhos de maior altitude ainda podem ter neve e estar fechados.
Ideal para:
- Paisagens verdes
- Cascatas com muito caudal
- Menos turistas
- Fotografia de natureza
☀️ Verão
Na nossa opinião, esta é a melhor altura para fazer um roteiro semelhante ao que apresentamos neste artigo. A maioria dos teleféricos encontra-se em funcionamento, os trilhos estão praticamente todos acessíveis e os dias são bastante longos, permitindo aproveitar ao máximo cada dia de viagem.
Foi precisamente nesta época que visitámos a Suíça e conseguimos realizar praticamente tudo o que tínhamos planeado.
Ideal para:
- Trilhos
- Mergulhar nos Lagos alpinos
- Road trips
🍂 Outono

O outono transforma completamente a paisagem. As florestas ganham tons dourados, laranja e vermelhos, criando alguns dos cenários mais bonitos do país. Além disso, existe menos procura pelos turistas e os preços começam a baixar ligeiramente. É uma excelente altura para quem procura uma viagem mais tranquila.
Ideal para:
- Paisagens de outono
- Menos turistas
- Viagens mais calmas
❄️ Inverno
Se sempre sonhaste ver a Suíça coberta de neve, então esta é a época perfeita. As estâncias de esqui são procuradas por turistas de todo o mundo, os mercados de Natal tornam-se um dos grandes destaques e muitas aldeias parecem saídas de um filme.
Por outro lado, alguns trilhos fecham devido à neve e várias atividades de verão deixam de estar disponíveis.
Ideal para:
- Atividades na Neve
- Mercados de Natal
- Paisagens de inverno
O nosso roteiro de 10 dias pela Suíça

Na nossa opinião, a melhor forma de descobrir a Suíça é de carro. Apesar de existir uma excelente rede de transportes públicos, fazer uma road trip pela Suíça dá-te muito mais liberdade para explorar miradouros, lagos e vilas ao teu próprio ritmo.
À primeira vista, a Suíça pode parecer um país pequeno. No entanto, basta começares a planear a viagem para perceberes rapidamente que há muito mais para ver e fazer do que imaginavas.
Por isso, se estiveres a organizar a tua primeira viagem, recomendamos reservar pelo menos 10 dias. É o tempo ideal para conhecer algumas das regiões mais bonitas do país sem teres de andar constantemente a correr de um lado para o outro.
Dica: Se vais explorar a Suíça durante 10 dias, evita reservar apenas um alojamento para toda a viagem. Nós dividimos a estadia por três zonas diferentes e foi uma das melhores decisões que tomámos. Além de reduzir bastante o tempo passado a conduzir todos os dias, permitiu-nos aproveitar muito mais cada região, fazer alguns trilhos logo ao nascer do sol e regressar ao alojamento sem percorrer centenas de quilómetros ao final do dia.
Dia 1 – Chegada a Zurique e viagem até Ticino
A nossa aventura pela Suíça começou bem cedo no Aeroporto de Zurique, um dos melhores aeroportos para iniciar uma road trip pelo país. Depois de levantarmos o carro de aluguer, seguimos diretamente em direção ao Cantão de Ticino, a cerca de 3h30 de viagem.

Pode parecer uma longa viagem para o primeiro dia, mas acredita que vale completamente a pena. Ticino é uma das regiões mais surpreendentes da Suíça e, curiosamente, uma das menos incluídas nos roteiros tradicionais. A proximidade com Itália faz-se sentir em praticamente tudo. Desde a arquitetura, na gastronomia, na língua e até no ambiente descontraído das pequenas vilas espalhadas pela região.
Lavertezzo e a Ponte dei Salti
Se o teu voo chegar de manhã, ainda vais ter tempo para aproveitar o resto do dia e visitar Lavertezzo, um dos lugares que mais nos surpreendeu nesta região. Esta pequena vila, situada no Vale Verzasca, parece ter parado no tempo. As casas tradicionais em pedra, o rio de águas cristalinas e a envolvente natural criam um cenário difícil de esquecer.


O grande destaque é a famosa Ponte dei Salti, uma ponte medieval em pedra que atravessa o rio Verzasca e que se tornou um dos postais mais conhecidos do Cantão de Ticino. Se visitares durante o verão e tiveres sorte com o tempo, leva fato de banho. A água é incrivelmente transparente e, apesar de bastante fria, é um dos locais mais bonitos para dar um mergulho na Suíça.
Onde ficar em Ticino
Durante a nossa viagem escolhemos ficar alojados em Tenero Contra e, olhando para trás, voltaríamos a fazer exatamente a mesma escolha. Ficamos hospedados neste hotel.
Além de ser uma cidade muito agradável para passear ao final do dia, tem uma localização bastante central para explorar toda esta região. A maioria dos locais que visitámos, como Lavertezzo, Ascona ou Bellinzona, ficava entre 30 e 45 minutos de carro, permitindo reduzir bastante o tempo passado na estrada.
Dia 2 – Sonogno, Ascona e Foroglio
Depois de um primeiro dia dedicado à descoberta do Vale Verzasca, acordámos bastante cedo para continuar a explorar aquela que acabou por ser uma das regiões que mais nos surpreendeu em toda a viagem.
Se tivéssemos de escolher um cantão que nos surpreendeu pela positiva, seria provavelmente o Cantão de Ticino. As pequenas aldeias de pedra, as cascatas e a forte influência italiana criam uma combinação muito diferente da imagem que normalmente associamos à Suíça.
Sonogno


A nossa primeira paragem do dia foi em Sonogno, uma pequena vila situada no extremo do Vale Verzasca. Assim que chegámos, percebemos imediatamente porque é que tantas pessoas se apaixonam por este lugar. As ruas estreitas, as casas tradicionais construídas em pedra e o ambiente tranquilo fazem-nos sentir que o tempo parou nesta vila Suiça.
Apesar da aldeia ser relativamente pequena, vale muito a pena perder algum tempo a passear sem destino pelas suas ruas e apreciar todos os detalhes.
Cascata La Froda

A poucos minutos do centro de Sonogno, vais encontrar uma das cascatas mais bonitas da Suiça, a Cascata La Froda.
O trilho é muito fácil e demora cerca de 15 minutos a pé, sendo acessível para praticamente qualquer pessoa em forma. Quando chegámos junto à cascata, ficámos impressionados com a força da água e com toda a envolvente natural. É um daqueles locais onde apetece simplesmente ficar alguns minutos a ouvir o som da água.
Ascona


Depois da manhã passada entre montanhas, seguimos até Ascona, uma das vilas mais bonitas junto ao Lago Maggiore. Em 2025, foi distinguida como “Swiss Village of the Year” e, depois de a visitarmos, percebemos facilmente porquê.
À primeira vista, fez-nos lembrar algumas vilas italianas. As fachadas coloridas, as esplanadas junto ao lago, os barcos e o ambiente descontraído tornam Ascona um excelente local para fazer uma pausa para almoço. Se estiver muito calor, passa no L’ Angolo dei Golosi para provares os famosos gelados italianos.
Foroglio


Durante a tarde seguimos até ao Vale Bavona, uma das zonas mais bonitas e autênticas que visitámos na Suíça. O destino principal era Foroglio, uma pequena aldeia que nos conquistou praticamente desde o primeiro momento.
Descobre aqui as melhores coisas a fazer em Foroglio.
Tal como Sonogno, também aqui podes encontrar as casas tradicionais em pedra, rodeadas por uma paisagem natural impressionante. No entanto, o grande símbolo da aldeia é a enorme cascata que cai mesmo atrás das casas, criando um cenário absolutamente único.
O acesso é muito fácil e, em poucos minutos, consegues caminhar até à base da cascata, onde sentes toda a força da água. Antes de regressares ao alojamento, recomendamos ainda uma pequena paragem em Sabbione. Apesar de ser uma aldeia bastante mais pequena, mantém toda a autenticidade do Vale Bavona e é um excelente exemplo das antigas povoações alpinas desta região.


Dica: Sempre que possível, visita Sonogno durante a manhã e deixa Foroglio para o final da tarde. Além de encontrares menos pessoas, a luz é muito mais bonita para fotografia e as montanhas criam um ambiente ainda mais especial.
Dia 3 – Lago Oeschinensee: um dos lagos mais bonitos da Suíça


Depois de dois dias inesquecíveis a explorar o Cantão de Ticino, chegou o momento de seguir viagem em direção aos Alpes Berneses.
Acordámos bem cedo e deixámos para trás as pequenas aldeias de pedra para rumar até Kandersteg, uma viagem de cerca de 3h. O objetivo para este dia era conhecer o famoso lago Oeschinensee, que é considerado por muitos um dos lagos mais bonitos da Suíça.
Assim que chegámos percebemos imediatamente que este é um dos locais mais populares do país, por isso recomendamos que reservem antecipadamente os bilhetes do teleférico, especialmente se viajarem durante a época alta. Nós comprámos tudo online, incluindo o estacionamento, o que tornou a chegada muito mais simples e rápida.
Teleférico ou caminhada?
Existem duas formas de chegar ao lago. A primeira é subir no teleférico, que demora apenas alguns minutos.
A segunda é fazer o trilho desde Kandersteg, uma caminhada com cerca de 1h20 até ao lago. Como o nosso objetivo era fazer o trilho panorâmico em redor do Oeschinensee, preferimos poupar as pernas e subir de teleférico. Foi, sem dúvida, a decisão certa para nós, já que ainda íamos caminhar várias horas ao longo do dia.
Trilho panorâmico Lago Oeschinensee


Assim que saíres do teleférico, não cometas o mesmo erro que a maioria das pessoas. Em vez de seguires imediatamente em direção ao lago, recomendamos que sigas as placas para Heuberg – Ober Bärgli.
Na nossa opinião, este é o melhor sentido para fazer o percurso. Além de começares pela subida mais fácil, vais tendo vistas cada vez mais impressionantes sobre o lago até chegares ao miradouro panorâmico. Se fizeres o percurso no sentido contrário, vais enfrentar a parte mais inclinada logo no início da caminhada.
Fizemos o trilho panorâmico em cerca de 2h30, mas fizemos várias paragens para fotografar, gravar vídeos e simplesmente apreciar a paisagem. Se fores mais rápido, é perfeitamente possível completá-lo em menos tempo.
Mergulhar no Lago Oeschinensee
Depois de terminarmos a caminhada, aproveitámos para fazer exatamente aquilo que mais apetecia depois de várias horas de trilho. Sentámo-nos junto ao lago, fizemos um pequeno piquenique e não resistimos a um mergulho.

A água é bastante fria, mesmo durante o verão, mas a sensação de mergulhar num lago rodeado pelos Alpes Suíços é daquelas experiências que dificilmente se esquecem. Se tiveres tempo, recomendamos que leves alguma comida e desfrutes deste lugar sem pressas. Foi um dos momentos mais relaxantes de toda a viagem.
Tobogã Oeschinensee nos Alpes Suiços


Antes de regressarmos ao parque de estacionamento ainda tivemos tempo para experimentar uma das atividades mais divertidas que fizemos durante a viagem.
Mesmo ao lado da estação do teleférico encontra-se um tobogã alpino com cerca de 750 metros, onde podes descer a montanha controlando a velocidade ao longo do percurso. Pagámos cerca de 7 € por pessoa e comprámos os bilhetes diretamente no local.
A experiência dura apenas alguns minutos, mas divertimo-nos imenso e achamos que vale totalmente a pena. Afinal, não é todos os dias que se desce uma montanha dos Alpes Suíços num tobogã.
Onde ficar em Grindelwald
Ao final da tarde regressámos ao carro e seguimos viagem até Grindelwald, que seria a nossa base durante os dias seguintes. A partir daqui consegues chegar facilmente a destinos como Lauterbrunnen, Mürren, Iseltwald, Rosenlaui e Interlaken, evitando perder várias horas por dia em deslocações.
Durante a nossa estadia ficámos alojados no Hotel Alpenblick, uma das opções com melhor relação qualidade/preço que encontrámos em Grindelwald. Sabemos que o alojamento é, normalmente, uma das maiores despesas de uma viagem à Suíça, por isso procurámos uma opção confortável, bem localizada e que não tivesse um preço exagerado para os padrões do país.
👉 Podes verificar os preços e disponibilidade do Hotel Alpenblick através deste link.
Dia 4 – Lauterbrunnen, Staubbach Falls e as aldeias de Mürren e Gimmelwald


Acordámos bem cedo e seguimos em direção àquele que é um dos locais mais bonitos da Suíça. Conhecido como o Vale das 72 Cascatas, Lauterbrunnen parece saído de um filme. O vale é rodeado por enormes paredes rochosas, de onde caem dezenas de cascatas, criando uma paisagem verdadeiramente única.
Por ser um dos destinos mais populares da Suíça, recomendamos que chegues logo de manhã. Além de conseguires encontrar estacionamento com mais facilidade, vais aproveitar a manhã com muito menos pessoas e uma luz perfeita para fotografia.
Explorar Lauterbrunnen
Grande parte do encanto de Lauterbrunnen está precisamente em caminhar pelas ruas sem destino, atravessar as pequenas pontes sobre o rio Lütschine e apreciar as cascatas que surgem praticamente em todas as direções. Existe também um trilho que acompanha o vale e liga várias cascatas, sendo uma excelente opção para quem gosta de caminhar. Se preferires, também podes percorrer parte deste percurso de bicicleta.
Um dos nossos miradouros favoritos em Lauterbrunnen fica precisamente neste ponto: https://maps.app.goo.gl/FBccGtgu4bERpAg9A
Daqui consegues uma vista fantástica sobre a vila, a igreja e a impressionante Staubbach Falls ao fundo. Se queres ver as cascatas na máxima força, recomendamos visitar Lauterbrunnen entre Maio e Julho. Nesta altura do ano, a neve acumulada durante o inverno começa a derreter nas montanhas que rodeiam o vale, aumentando significativamente o caudal das cascatas. Foi precisamente nessa época que visitámos a região e ficámos impressionados com a quantidade de água que caía um pouco por todo o lado.
Durante o inverno, pelo contrário, muitas destas cascatas diminuem bastante o caudal ou congelam parcialmente devido às temperaturas negativas.
Staubbach Falls

Com cerca de 300 metros de altura, é uma das cascatas de queda livre mais altas da Suíça e impressiona logo à chegada. Perto da base da cascata, encontras um pequeno trilho que atravessa um túnel escavado na rocha e sobe por algumas escadas até um miradouro localizado praticamente atrás da cascata. Sentir a força da água a cair mesmo à nossa frente foi uma experiência inesquecível e uma das que mais nos marcou em Lauterbrunnen.
Mürren e Gimmelwald
Depois de almoço chegou a altura de subir ainda mais alto. Apanhámos o teleférico em direção a Gimmelwald e Mürren, duas pequenas vilas situadas na montanha. Uma das coisas que mais gostámos foi o facto de não circularem carros nestas vilas. O silêncio, o som dos sinos das vacas e as vistas incríveis sobre Lauterbrunnen vão surpreender-te.
Começámos por explorar Gimmelwald, uma vila muito pequena, mas cheia de autenticidade, onde parece que o tempo parou há muitos anos. Depois seguimos até Mürren, considerada por muitos uma das aldeias mais bonitas da Suíça. É daqueles sítios onde não existe propriamente uma lista de atrações para visitar. O melhor é simplesmente caminhar pelas ruas, apreciar as varandas floridas, ires até uma esplanada e desfrutar da tranquilidade dos Alpes Suíços.
Como chegar a Mürren e Gimmelwald
Como estas duas vilas são car-free, não é possível chegar de carro. Tens duas opções:
- Via Lauterbrunnen: apanha o teleférico até Grütschalp e depois o comboio panorâmico até Mürren. É a opção mais rápida se já estiveres no centro de Lauterbrunnen.
- Via Stechelberg: segue de carro (ou de autocarro) até Stechelberg e apanha o teleférico para Gimmelwald, continuando depois até Mürren. Esta foi a opção que escolhemos e permite visitar facilmente as duas aldeias no mesmo passeio.
Se tiveres o Swiss Travel Pass, tanto o percurso Lauterbrunnen → Grütschalp → Mürren como o percurso Lauterbrunnen → Stechelberg → Gimmelwald → Mürren estão incluídos, pelo que não tens de comprar bilhetes adicionais para estas ligações.
Dia 5 – Interlaken, Iseltwald e Rosenlaui Valley
Depois de dois dias intensos entre montanhas e trilhos, decidimos abrandar um pouco o ritmo e explorar uma das zonas mais bonitas da região de Interlaken de uma forma diferente.
Saímos de Grindelwald logo de manhã e, cerca de 30 minutos depois, chegámos a Interlaken. Em vez de pegarmos novamente no carro, fomos até à Flying Wheels Interlaken, onde alugámos duas bicicletas para percorrer o percurso junto ao Lago Brienz até Iseltwald.

Pagámos cerca de 60 € por duas bicicletas para meio-dia. Também existe a possibilidade de alugar bicicletas elétricas por aproximadamente 110 € para duas pessoas. Se fizéssemos este percurso novamente, provavelmente escolheríamos as elétricas. O percurso é relativamente acessível, mas existe uma subida bastante exigente a meio do caminho que nos fez arrepender de não termos optado pela ajuda do motor elétrico.
Lago Brienz
O passeio de bicicleta junto ao lago acabou por ser uma das experiências mais inesperadas da viagem. O percurso acompanha durante vários quilómetros as margens do Lago Brienz, oferecendo vistas incríveis sobre a água azul-turquesa e as montanhas em redor.

Durante o percurso, encontrámos uma pequena plataforma de mergulho no lago, deixámos as bicicletas encostadas e decidimos simplesmente mergulhar. Foi completamente espontâneo e, olhando para trás, acabou por ser um dos momentos mais especiais de toda a viagem. São precisamente estes momentos inesperados que acabam por ficar para sempre na memória.
Iseltwald


Quando chegámos a Iseltwald, percebemos rapidamente porque é que esta pequena vila se tornou tão popular nos últimos anos. As casas de madeira, o ambiente tranquilo e a localização privilegiada junto ao Lago Brienz tornam este um dos lugares mais fotogénicos da região.
Aproveitámos para fazer um pequeno piquenique junto ao lago, descansar um pouco e passear calmamente pela vila antes de regressarmos a Interlaken.
Passseio de Parapente em Interlaken

Já de regresso a Interlaken, parámos alguns minutos para assistir às aterragens de parapente no grande relvado mesmo no centro da cidade. É impressionante a quantidade de pessoas que aterram ali ao longo do dia e as vistas lá de cima devem ser absolutamente incríveis.
Confessamos que, desta vez, não tivemos coragem de experimentar. Mas, se fores mais aventureiro do que nós, este é provavelmente um dos melhores locais da Suíça para fazer um voo de parapente. Vale a pena reservar com alguma antecedência, principalmente durante os meses de verão. Reserva aqui o passeio de parapente.
Rosenlaui Valley


Durante a tarde seguimos até ao Rosenlaui Valley, um lugar que se tornou bastante conhecido nas redes sociais e que estava no topo da nossa lista de locais a visitar. E a verdade é que superou completamente as expectativas.
É difícil explicar a sensação de chegar a este lugar pela primeira vez. As enormes montanhas, o glaciar ao fundo, a vegetação incrivelmente verde e o silêncio criam um cenário quase irreal. Sem dúvida, foi um dos pontos altos de toda a viagem.
Se visitares esta região, recomendamos também explorar o Gletscherschlucht Rosenlaui, um impressionante desfiladeiro com milhares de anos. A entrada custa cerca de CHF 12 e, na nossa opinião, vale totalmente a pena.
Dica: A estrada até Rosenlaui é bastante estreita e tem várias curvas apertadas. Conduz devagar, especialmente durante a época alta, quando é frequente cruzarem-se carros em ambos os sentidos.
Vending machine de leite fresco suíço


No regresso a Grindelwald fizemos uma última paragem completamente inesperada. Encontrámos uma vending machine de leite fresco suíço, instalada junto a uma quinta.
Sim, leste bem. Na Suíça é relativamente comum encontrares estas máquinas automáticas onde podes comprar leite acabado de ser ordenhado diretamente do produtor. E, claro que tivemos de experimentar.
Leva algumas moedas em francos suíços (CHF), pois algumas destas máquinas não aceitam cartão. E não te esqueças de ferver o leite antes de o beberes, já que se trata de leite fresco não pasteurizado.
Podes encontrar esta vending machine aqui:
https://maps.app.goo.gl/uVAxzQ1jtQR8rLvk9
Dia 6 – Pfingstegg, Grindelwald-First e viagem até Schwyz
Chegámos ao último dia da nossa estadia em Grindelwald com a sensação de que ainda havia muito para descobrir. Felizmente, este seria um dos dias mais divertidos de toda a viagem.
Pfingstegg Tobogan

Como tínhamos gostado tanto do tobogã de Oeschinensee, decidimos experimentar também o de Pfingstegg, situado mesmo acima de Grindelwald. Para lá chegar basta apanhar o pequeno teleférico de Pfingstegg, numa viagem que demora menos de 10 minutos. No topo, além do famoso tobogã, existem ainda outras atividades, como o Fly-Line, vários trilhos pedestres e um restaurante com vista para as montanhas.
O Pfingstegg Toboggan custa cerca de CHF 8 por pessoa, sendo os bilhetes comprados diretamente no local. O tobogã funciona apenas em dias de bom tempo. Em caso de chuva ou quando a pista está molhada, encerra por motivos de segurança. Antes de subires, vale a pena confirmar as condições no próprio teleférico.
Grindelwald-First

Depois de regressarmos ao centro de Grindelwald, seguimos para outro dos lugares que mais queríamos conhecer, o Grindelwald-First. Se tivéssemos de o descrever numa frase, diríamos que parece uma espécie de parque de aventuras no meio dos Alpes Suíços. É impossível não pensar numa pequena “Disneyland da montanha”, onde, em vez de montanhas-russas, podes experimentar os slides, carrinhos de montanha e ver algumas das paisagens mais impressionantes da Suíça.
Para chegar ao topo é necessário apanhar o teleférico desde Grindelwald. Lá em cima encontras várias atividades, sendo as mais populares o First Flyer e o First Glider. Como são as atrações mais procuradas, é normal existirem filas bastante longas, sobretudo durante o verão.
Por isso, recomendamos que reservem os bilhetes antecipadamente aqui. Mesmo assim, convém chegar cedo, porque a reserva garante apenas a atividade e não um horário específico. O timeslot é atribuído no local, por ordem de chegada. Se, tal como nós, não fores grande fã de alturas, existe uma alternativa muito divertida, o First Mountain Cart. Trata-se de um pequeno carrinho de três rodas que desce a montanha por uma estrada panorâmica.
Bort

Em vez de descermos de teleférico, decidimos fazer uma parte do percurso a pé. Seguimos pelo trilho até Gasthaus Waldspitz, um restaurante de montanha tipicamente suíço, onde aproveitámos para descansar um pouco e beber uma bebida fresca enquanto apreciávamos a vista.
Depois continuámos a caminhada até Bort, onde apanhámos novamente o teleférico para regressar a Grindelwald. Este trilho é relativamente fácil e oferece vistas fantásticas sobre o vale e as montanhas em redor. Na nossa opinião, vale muito mais a pena fazer este percurso do que descer diretamente de teleférico até ao centro de Grindelwald.
Schwyz
Ao final da tarde despedimo-nos de Grindelwald e seguimos viagem em direção ao cantão de Schwyz, onde ficaríamos alojados durante as próximas noites. No dia seguinte iríamos finalmente fazer um dos trilhos que mais ansiávamos desde que começámos a planear esta viagem, o incrível Stoos Ridge Trail.
Depois de tudo o que tínhamos visto até então, pensávamos que seria difícil encontrar um lugar que nos voltasse a surpreender. Felizmente, estávamos completamente enganados.
Dia 7 – Stoos Ridge Hike: um dos trilhos mais bonitos da Suíça

Finalmente tinha chegado o dia que mais aguardávamos desde que começámos a planear esta viagem. Se havia um lugar que nos fazia sonhar antes mesmo de aterrarmos na Suíça, era o Stoos Ridge Hike. Tínhamos visto dezenas de fotografias e vídeos deste trilho e perguntávamo-nos constantemente se seria realmente tão bonito como parecia.
Na nossa opinião, este é um dos trilhos mais bonitos que já fizemos e, sem dúvida, um dos grandes destaques de qualquer roteiro pela Suíça.
Como chegar ao Stoos Ridge Hike

Para chegar à pequena vila de Stoos, apanhámos o Stoosbahn, considerado o funicular mais inclinado do mundo, com uma inclinação máxima de 110%. A viagem dura cerca de 15 minutos e, só por si, já vale a experiência.
Quando chegas ao topo encontras a pequena aldeia de Stoos, uma vila completamente car-free, onde apenas circulam residentes, pequenos veículos de serviço e alguns tratores. Todo o acesso é feito através do funicular, que funciona diariamente até ao final da noite (recomendamos sempre confirmar os horários antes da visita, uma vez que podem variar consoante a época do ano).
Quando fazer o Stoos Ridge Hike?


Esta é uma informação muito importante. O Stoos Ridge Hike encontra-se coberto de neve durante grande parte do ano e, por esse motivo, nem sempre está totalmente acessível. Nós visitámos a região durante a segunda semana de junho, precisamente na altura em que os chairlifts começaram a funcionar.
Além de já não existir neve no trilho, conseguimos utilizar o chairlift até Klingenstock, evitando a subida inicial desde Stoos. Se visitares a região durante Maio ou no início de Junho, confirma antecipadamente se o chairlift já está em funcionamento. Caso contrário, terás de caminhar uma parte adicional até ao início do Ridge.
Qual é o melhor sentido para fazer o percurso?
Nós escolhemos fazer o trilho no sentido Klingenstock → Fronalpstock. Na nossa opinião, este é o sentido mais bonito, já que a paisagem vai ficando cada vez mais impressionante. Durante o percurso cruzámo-nos com muitas pessoas a fazê-lo no sentido contrário, por isso não existe propriamente uma escolha errada. Ainda assim, se nos perguntassem qual recomendamos, voltaríamos novamente a escolher Klingenstock → Fronalpstock.
O percurso demorou-nos cerca de 3 horas, mas fizemos inúmeras paragens para fotografar, gravar vídeos e simplesmente apreciar a paisagem. Num ritmo normal, acreditamos que a maioria das pessoas consegue completar o trilho em cerca de 2 horas. O trilho é, no geral, de dificuldade média. Existem algumas subidas mais exigentes e alguns troços mais estreitos, pelo que recomendamos alguma atenção, especialmente a quem tem receio de alturas.
Dia 8 – Seealpsee e Schäfler Ridge: a experiência que nunca vamos esquecer

Achávamos que, depois de tudo o que já tínhamos visto na Suíça, seria impossível voltar a ser surpreendidos. Estávamos completamente enganados.
Se houve um dia que nos marcou para sempre, foi este. Foi também um dos dias mais exigentes fisicamente de toda a viagem, mas podemos dizer, sem qualquer dúvida, que valeu a pena.
Seealpsee
O dia começou bem cedo em Wasserauen, onde deixámos o carro antes de iniciar um dos trilhos mais conhecidos da região de Appenzell. O objetivo era chegar ao Seealpsee, um dos lagos alpinos mais bonitos da Suíça.
Durante cerca de uma hora, o trilho sobe praticamente sempre, com algumas partes com muita inclinação. Foi, provavelmente, a subida mais exigente que fizemos durante toda a viagem. Mas, como acontece tantas vezes na Suíça, o esforço é recompensado. Quando chegámos e vimos finalmente o Seealpsee, ficámos completamente rendidos. É daqueles lugares onde o tempo parece simplesmente parar.



Aproveitámos para descansar um pouco, recuperar energias e apreciar a paisagem antes de continuarmos a caminhada. Junto ao lago encontras vários Berggasthaus, as tradicionais casas de montanha suíças, onde podes almoçar, beber alguma coisa ou até passar a noite. Existem também pequenas lojas onde é possível comprar queijo produzido na região, uma excelente oportunidade para provar alguns dos sabores típicos de Appenzell.
Schäfler Ridge

Depois de recuperarmos o fôlego, chegou finalmente o momento que mais aguardávamos. Continuámos o trilho em direção ao Schäfler Ridge, um dos lugares mais icónicos de toda a Suíça. À medida que ganhávamos altitude, as vistas tornavam-se cada vez mais impressionantes.
Quando finalmente avistámos o Berggasthaus Schäfler, no topo da montanha, percebemos imediatamente porque é que tantas pessoas sonham visitar este lugar. É simplesmente inacreditável.
Dormir no Berggasthaus Schäfler


Não queríamos apenas visitar o Schäfler. Queríamos viver esta experiência por completo.
Por isso, reservámos uma noite no Berggasthaus Schäfler, algo que recomendamos a qualquer pessoa que esteja a planear uma viagem pela Suíça. O teleférico de Ebenalp encerra relativamente cedo e, por isso, a maioria dos visitantes acaba por regressar durante a tarde. Quem decide ficar alojado tem o privilégio de viver um dos momentos mais mágicos deste lugar, o pôr do sol e o nascer do sol praticamente sem ninguém por perto.
Nós reservámos um quarto duplo, com pequeno-almoço incluído, por cerca de 200 €. Também existem dormitórios partilhados, uma opção bastante mais económica para quem viaja sozinho ou pretende reduzir os custos da viagem.
O alojamento é muito simples e faz parte da experiência. Não existem chuveiros. Apenas pequenas bacias com água para uma higiene rápida. Pode parecer estranho à primeira vista, mas acreditamos que é precisamente esta simplicidade que torna tudo ainda mais especial.
Pôr do sol no Schäfler Ridge

Depois de fazermos o check-in, jantámos no restaurante do Berggasthaus, onde aproveitámos para provar um dos pratos mais tradicionais da Suíça, o famoso Rösti. Pouco depois, saímos novamente para o exterior. O sol começou lentamente a desaparecer atrás das montanhas e as cores mudavam a cada minuto.
Foi, sem qualquer dúvida, o pôr do sol mais bonito que vimos em toda a viagem pela Suíça. E talvez um dos mais bonitos que alguma vez vimos. Se estás indeciso entre fazer apenas uma visita ao Schäfler ou passar lá a noite, deixa-nos dar-te um conselho: fica.
Vais gastar um pouco mais e vais abdicar do conforto de um hotel tradicional, mas vais viver uma experiência que dificilmente conseguirás repetir noutro lugar do mundo.
Dia 9 – Saxer Lücke e Fälensee
O despertador tocou pouco depois das 5 da manhã, com o objetivo de assistir ao nascer do sol naquele que consideramos um dos lugares mais bonitos da Suíça. E, tal como tinha acontecido na noite anterior com o pôr do sol, a experiência voltou a superar todas as expectativas. Foi a melhor forma possível de nos despedirmos do Schäfler.
Depois do pequeno-almoço, iniciámos a descida até Ebenalp, onde aproveitámos para fazer uma paragem no famoso Berggasthaus Aescher, um dos restaurantes de montanha mais icónicos da Suíça, construído literalmente na encosta de uma falésia.
O destino seguinte era outro dos trilhos mais famosos da Suíça: Saxer Lücke e Fälensee.
Saxer Lücke


Seguimos de carro até Frümsen, onde deixámos o carro e apanhámos o Bergbahn Staubern, o teleférico que nos levaria até ao início do percurso. Antes de começares o trilho, confirma sempre o horário do último teleférico. Durante grande parte do ano funciona até ao final da tarde ou início da noite, mas os horários variam consoante a época e não vais querer perder a última descida.
Se tivéssemos de comparar este trilho com outro da viagem, diríamos que nos fez lembrar bastante o Stoos Ridge Hike. As paisagens são igualmente impressionantes, caminhas durante grande parte do percurso rodeado por montanhas. No entanto, fisicamente, sentimos que este foi o trilho mais exigente de toda a viagem.
Talvez por já ser o último dia e o cansaço acumulado começar a pesar, mas houve algumas partes que realmente nos obrigaram a abrandar o ritmo.
Fälensee


Depois de passarmos pelo famoso miradouro de Saxer Lücke, iniciámos a descida até ao Lago Fälensee. À semelhança do Seealpsee, também aqui encontramos um lago alpino rodeado por enormes montanhas e um ambiente de paz difícil de encontrar noutros lugares.
É o lugar perfeito para fazer um piquenique, descansar depois da caminhada ou até dar um mergulho durante os meses de verão. O regresso até Saxer Lücke faz-se exatamente pelo mesmo caminho e isso significa enfrentar uma subida bastante exigente desde o Fälensee.
Consideramos este um trilho de dificuldade média a elevada, principalmente devido à subida entre o Fälensee e Saxer Lücke no regresso. Se tiveres uma condição física razoável e estiveres habituado a caminhar na montanha, não deverás ter dificuldades.
Dia 10 – Zurique
Como o nosso voo de regresso era apenas ao final da noite, aproveitámos para passar o dia a explorar Zurique, a maior cidade da Suíça. Na nossa opinião, um dia é suficiente para conhecer os principais pontos de interesse do centro histórico, sendo uma excelente forma de terminar este roteiro antes de regressar ao aeroporto.
O que fazer em Zurique em 1 dia
Começámos o dia a caminhar pela Limmatquai, uma das avenidas mais bonitas da cidade, situada junto ao cristalino rio Limmat. É um passeio muito agradável, especialmente durante a manhã, quando as esplanadas começam a ganhar vida e a cidade ainda está relativamente tranquila.
Ao longo do percurso vais encontrando alguns dos edifícios mais emblemáticos de Zurique, até chegares à Grossmünster, uma das igrejas mais icónicas da cidade e um dos seus principais símbolos.
Depois atravessámos a elegante Münsterbrücke, uma das pontes mais conhecidas de Zurique, para visitar a Fraumünster, famosa pelos seus vitrais criados por Marc Chagall.
A partir daqui recomendamos simplesmente perder algum tempo a explorar as ruas estreitas do centro histórico (Altstadt), onde encontras pequenas lojas, edifícios históricos, cafés e algumas das praças mais bonitas da cidade.

Se ainda tiveres tempo disponível antes do voo, estas são algumas atividades que também recomendamos:
- Passear pela elegante Bahnhofstrasse, considerada uma das ruas comerciais mais exclusivas da Europa.
- Relaxar junto ao Lago de Zurique e apreciar a vista sobre a cidade.
- Subir ao miradouro da Lindenhof, um dos melhores locais para observar o centro histórico.
- Fazer um passeio de barco pelo rio Limmat ou pelo Lago de Zurique, uma excelente forma de conhecer a cidade de uma perspetiva diferente.
Museu Lindt Home of Chocolate

Claro que não podíamos deixar a Suíça sem provar mais um pouco do famoso chocolate suíço. Por isso, a nossa última paragem foi no Lindt Home of Chocolate, um dos museus mais populares do país.
Foi aqui que descobrimos um pouco mais sobre a história da marca Lindt, o processo de fabrico do chocolate suíço e, claro, aproveitámos as várias provas de chocolate incluídas na visita. Se és fã de chocolate, é uma experiência que recomendamos sem hesitar. Reserva através deste link.
Quanto custa uma viagem à Suíça?
Se há uma pergunta que nos fizeram várias vezes antes e depois desta viagem foi: “A Suíça é assim tão cara?”
A resposta curta é: sim, mas depende muito da forma como organizas a viagem. Provavelmente, esta foi uma das viagens mais caras que já fizemos. No entanto, curiosamente, não foi pelos voos. Atualmente, existem várias companhias low cost que voam da Europa para a Suíça e, no nosso caso, conseguimos encontrar voos por cerca de 120 € por pessoa (ida e volta). Se reservares com alguma antecedência, é perfeitamente possível encontrar preços semelhantes.
Onde realmente sentimos diferença foi no custo das estadias, dos teleféricos, dos funiculares e de algumas atividades. O que mais nos surpreendeu foi, sem dúvida, o preço dos teleféricos e funiculares. Como fizemos vários dos trilhos mais famosos da Suíça, acabámos por gastar cerca de 500 € apenas nestes transportes para duas pessoas. É um valor elevado, mas também é verdade que muitos destes locais só são acessíveis através destes meios de transporte.
Se estiveres a pensar fazer um roteiro semelhante ao nosso, acreditamos que deves contar com um orçamento de aproximadamente 3.500 € para duas pessoas.
A alimentação na Suíça é cara?


Depende muito da forma como viajas. Se optares por almoçar e jantar diariamente em restaurantes, o orçamento sobe rapidamente. Em média, uma refeição num restaurante custa cerca de 40 € por pessoa, podendo facilmente ultrapassar esse valor em zonas mais turísticas.
No nosso caso, optámos por equilibrar as despesas. Muitas vezes comprávamos comida nos supermercados locais para preparar pequenos-almoços, piqueniques ou refeições rápidas durante os trilhos. Foi uma excelente forma de reduzir bastante os custos e, ao mesmo tempo, aproveitar alguns dos lugares mais bonitos da Suíça para almoçar.
É melhor comprar o Swiss Travel Pass ou alugar carro?
Esta foi uma das maiores dúvidas que tivemos quando começámos a planear a nossa viagem pela Suíça. A verdade é que não existe uma resposta certa. Tudo depende do tipo de viagem que pretendes fazer.
No nosso caso, optámos por alugar carro e, olhando para trás, voltaríamos a fazer exatamente a mesma escolha. A principal razão prende-se com o facto de sermos fotógrafos e criadores de conteúdo. Grande parte dos locais que queríamos fotografar ficam ainda mais bonitos ao nascer e ao pôr do sol. Isso significava acordar muitas vezes às 4 ou 5 da manhã para estarmos no local certo à hora certa.
Com um carro, tivemos total liberdade para adaptar o roteiro ao estado do tempo, alterar planos à última hora e chegar aos trilhos antes da maioria das pessoas. Além disso, alguns dos locais mais remotos que visitámos obrigariam a várias ligações de transportes públicos, tornando os dias bastante mais longos.
Por outro lado, se o teu objetivo é simplesmente conhecer a Suíça sem grandes preocupações logísticas, acreditamos que o Swiss Travel Pass é uma excelente opção. A rede de transportes públicos suíça é, provavelmente, uma das melhores do mundo. Comboios, autocarros, barcos, funiculares e muitos teleféricos funcionam de forma extremamente eficiente, com horários muito bem coordenados e ligações até às zonas mais remotas do país. Podes comprar através deste link.



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